sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Como explicar a lágrima


          Nada melhor do que uma boa controvérsia, né? Então, comecemos pelo samba “Não tenho lágrimas”, de Max Bulhões, composto em 1937. É aquele que foi gravado até pelo Nat King Cole com um baita sotaque, e diz ” Quero chorar, não tenho lágrimas, que me rolem na face pra me socorrer...”. Segundo o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, há dúvidas se o co-autor da canção foi de fato Milton de Oliveira, como consta oficialmente, ou se parte da obra foi vendida por Wilson Batista a Milton, que só figura na parceria porque era um mestre da auto-promoção e conseguiu a gravação pela RCA Victor. Mas o assunto aqui não é o samba inteiro, e sim um de seus mais belos versos, que diz “A lágrima sentida é o retrato de uma dor”.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Voltar a Paris*


          Por duas décadas remoeu a lembrança do romance intenso, embora breve, que o acaso lhe oferecera ao viajar para se aperfeiçoar na nova profissão. Foi logo após diplomar-se em Praga, sua cidade natal. Tinha, então, vinte e dois anos, receava o choque com a cultura norte-americana, mas achou que ficaria confortável em Nova Orleans. Parecia-lhe um balneário francês à beira do Golfo do México. Sua tranquilidade acabou no terceiro dia, quando Sônia, uma bela e insinuante carioca, dez anos mais velha que ele, invadiu-lhe a vida como uma flecha.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Terra à vista


          Esta semana o blog foi salvo, mais uma vez, pela revista eletrônica do Smithsonian Institute. Não porque não houvesse assunto em pencas por aí, mas porque quase tudo era triste demais para uma crônica leve. Felizmente, achei um jeito de deixar os infortúnios para os sisudos. Escrevo, pois, sobre a aparente descoberta de um novo planeta com características semelhantes às da Terra e, possívelmente, habitável.

sábado, 3 de novembro de 2012

Vampiros contemporâneos


          Não sou fã de histórias de vampiros. Porém, como já devem ter notado meus raros leitores, aprecio coisas as mais diversas e não pude ignorar o texto de Jimmy Stamp, há poucos dias, em seu blog Designer decoded na revista eletrônica do Smithsonian Institute. Jimmy é arquiteto e designer e escreve, em geral, sobre assuntos relativos a desenho industrial e iconografia. Desta vez ele comentou a origem da vestimenta característica do Conde Drácula. Mais uma vez, peço-lhes paciência. Não parece, mas o assunto é interessante. Leiam até o final e creio que alguma coisa há de lhes agradar.